RADAR DO DIA: Atenção ao conflito no Oriente Médio, balanços, eleições e outros destaques

São Paulo, 6 de março de 2026 – Nesta sexta-feira, o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã completa uma semana e não tem previsão para acabar. Os investidores seguem atentos às notícias sobre a guerra e seus impactos na economia.

Na quinta-feira (5), o Ibovespa despencou 2,64%, aos 180.463,84 pontos, com giro de R$ 32,6 bilhões, na esteira do aumento da percepção de risco global com os desdobramentos da guerra, que derrubou também as bolsas em NY.

O ministro da Energia do Catar alertou que uma guerra no Oriente Médio poderia “derrubar as economias do mundo”, prevendo que todos os exportadores de energia do Golfo interromperiam a produção em poucas semanas e levariam o preço do petróleo a US$ 150 o barril.

Saad al-Kaabi disse ao Financial Times que, mesmo que a guerra terminasse imediatamente, o Catar levaria “semanas ou meses” para retomar o ciclo normal de entregas após o ataque de drone iraniano à sua maior planta de gás natural liquefeito.

O trade eleitoral também segue no radar. Ontem (5), era esperada a divulgação de pesquisa do Datafolha sobre a eleição presidencial, que não saiu. O registro publicado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa que a pesquisa começou a ser feita na terça-feira, 3, e a data de divulgação em 5 de março, com 2.004 pessoas entrevistadas em todos os estados e no Distrito Federal.

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, declarou que pretende deixar o comando da pasta no prazo estabelecido pela legislação, em 4 de abril. A declaração foi feita durante a divulgação dos números da balança comercial de fevereiro. Alckmin mencionou a regra de desincompatibilização, que determina a saída até 4 de abril para integrantes do governo que pretendem disputar as eleições, se aplica apenas ao cargo de ministro. “Vice-presidência não tem desincompatibilização, só o ministério”, disse Geraldo Alckmin, em relação aos prazos eleitorais e possível saída do cargo ministerial caso decida disputar as eleições de 2026.

Na agenda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja para o Rio de Janeiro (RJ), onde participa de iniciativas que visam a melhoria da infraestrutura viária, aérea e habitacional da capital. Às 11h30, o presidente visita a Comunidade do Aço, em Santa Cruz, onde haverá entrega de moradias para a população em situação de vulnerabilidade social, parte dela beneficiária do Bolsa Família, programa do Governo do Brasil. Já em Campo Grande, às 14h30, participa da inauguração da primeira fase do anel viário e túnel, que visam descongestionar o tráfego em Campo Grande da Zona Oeste do Rio. Às 16h30, Lula irá ao aeroporto do Galeão para o anúncio da instalação do hub internacional no Aeroporto Internacional do Galeão. As agendas contam com a presença do prefeito do Rio, Eduardo Paes, entre outras autoridades.

Na agenda de indicadores, hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga a Produção Industrial de janeiro; nos EUA, sai o payroll de fevereiro.

CORPORATIVO

Na sexta-feira (6), às 11h, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) realiza a coletiva de imprensa para comentar os números da indústria automotiva no último mês e no primeiro bimestre, além dos assuntos mais quentes do momento, com transmissão pelo canal da entidade no Youtube. Os dados embargados serão divulgados às 10h.

A diretoria executiva da Petrobras realizará conferência com analistas e investidores na sexta-feira (6), às 11h30, e concederá entrevista coletiva à imprensa às 14h30, sobre o resultado financeiro divulgados na noite de ontem (5).

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 15,56 bilhões no quarto trimestre de 2025, revertendo prejuízo de R$ 17,04 bilhões reportado no mesmo período de 2024. Em 2025, o lucro líquido da Petrobras chegou a R$ 110,1 bilhões, um aumento em relação aos R$ 36,6 bilhões observados em 2024. A petroleira disse que, mesmo em um cenário desafiador, com uma queda de 14% no preço do Brent no ano, conseguiu apresentar resultados financeiros sólidos e uma excelente performance operacional.

A 3tentos encerrou 2025 com lucro líquido de R$ 808,7 milhões, crescimento de 6,9% em relação a 2024. A Receita Operacional Líquida atingiu R$ 16,4 bilhões no acumulado do ano, avanço de 28,1%. O lucro bruto ajustado com hedge totalizou R$ 2,85 bilhões em 2025, alta de 30,0%, com margem de 17,4%. O ebitda ajustado com hedge atingiu R$ 1,02 bilhão no ano, crescimento de 2,3%, com margem de 6,2%.

A Cosan informou na noite de ontem (5) que foi apresentado, nesta data, pedido de registro de oferta pública de distribuição secundária de ações ordinárias de emissão da sua controlada de gás e energia Compass, a ser realizada perante órgão competente nacional, sob a coordenação de instituições integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários, incluindo esforços de colocação das ações no exterior. A Brava Energia informou, na quinta-feira (5), sua produção de fevereiro, quando totalizou produção de 79,465 mil barris por dia, sendo 52,492 mil barris produzidos pelos ativos offshore. A produção de óleo foi de 63,907 mil bbl por dia e a produção de gás foi de 15,558 mil barris de óleo equivalente por dia (boe) por dia.

A Vamos informa que, em reunião do seu conselho de administração, foi aprovada a realização de um aumento de capital social da companhia, dentro do limite de capital autorizado e independentemente de reforma estatutária, de, até R$ 600 milhões, mediante a emissão, para subscrição privada, de 155.844.156 ações ordinárias nominativas, escriturais e sem valor nominal de emissão da companhia, ao preço de emissão de R$ 3,85 por cada nova ação, admitida a homologação parcial do aumento de capital caso sejam subscritas no mínimo 103.896.104 novas ações, no montante total mínimo de R$ 400 milhões. A BNDESPar e a Simpar se comprometeram a subscrever, respectivamente, no mínimo, R$ 199,9 milhões e R$ 59,9 milhões na operação.

Paralelamente, o colegiado da Movida aprovou a realização de um aumento de capital privado no valor máximo de R$ 750,0 milhões, podendo ser homologado se verificada a subscrição de novas ações correspondentes a, no mínimo, R$ 500,0 milhões, no qual a BNDESPar e a Simpar se comprometeram em subscrever, no mínimo, R$ 249,9 milhões e R$ 74,9 milhões, respectivamente.

Por sua vez, o conselho de administração da Simpar também aprovou a realização de um aumento de capital privado de, no valor máximo de R$ 2 bilhões, podendo ser homologado se verificada a subscrição de novas ações correspondentes a, no mínimo, R$ 1,4 bilhão, no qual a BNDESPar, a acionista controladora JSP Holding S.A. e outros investidores institucionais se comprometeram a subscrever, respectivamente, no mínimo R$ 600 milhões, R$ 188,0 milhões pela BNDESPar e R$ 500,0 milhões pela JSP.

Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)

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