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RADAR DO DIA: Mercado inicia semana de bom humor; Focus e tarifas merecem atenção

São Paulo, 6 de julho de 2026 – As bolsas sobem e o petróleo recua no início dessa semana no mercado financeiro global. A recuperação do setor de tecnologia impulsiona os futuros em Nova York e as demais bolsas seguem. Os preços do petróleo permaneceram pressionados depois que a Opep+ concordou em elevar suas metas de produção e o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz continuou fluindo, apesar da ausência de novos avanços nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã.

“Lá fora, queda do petróleo pressiona as taxas das tresuries e mantem apetite à risco. As bolsas avançam na volta do feriado, e o dólar se mantém mais fraco. Por aqui, ativos domésticos devem aproveitar bom humor internacional”, resume a Ajax Asset, em boletim.

A política monetária do Federal Reserve segue no centro das atenções neste início do segundo semestre. As apostas em novas altas de juros perderam força após o relatório de emprego dos Estados Unidos vir abaixo do esperado na semana passada. Segundo a ferramenta FedWatch, da CME, o mercado passou a atribuir 24% de probabilidade de uma alta de 0,25 ponto percentual na reunião de 29 de julho, abaixo dos cerca de 30% registrados uma semana antes. Para setembro, a probabilidade de alta caiu para 44%, frente a 48,3% na semana anterior.

As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus reduziram de 5,33% para 5,30% a previsão para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. Para 2027, as instituições financeiras elevaram de 4,17% para 4,18% a previsão para a inflação medida pelo IPCA.

As instituições mantiveram em 1,99% a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. A projeção para 2027 aumentou de 1,68% para 1,69%.

A pesquisa Focus manteve em 14,00% a previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026. Atualmente, ela está em 14,25%, o que significa que o mercado espera um corte de 0,25 ponto porcentual (pp) até o final do ano. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2026 estava em 13,50%. Para 2027, a estimativa para a taxa Selic manteve-se em 12,00%.

A projeção para a taxa de câmbio em 2026 ficou estável em R$ 5,20 por dólar, enquanto a estimativa para 2026 manteve-se em R$ 5,28 por dólar. Há quatro semanas, a previsão para 2026 era de R$ 5,15, enquanto a previsão para 2026 estava em R$ 5,20.

Começa hoje, às 11h (horário de Brasília), a audiência

pública entre representantes do setor produtivo e o governo dos Estados Unidos para discutir as novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Recomendadas pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos), as novas alíquotas são resultado da investigação conduzida com base na Seção 301, que aponta o suposto favorecimento ao Pix, acordos comerciais preferenciais, etanol, desmatamento, corrupção e pirataria como justificativas para a imposição de novas tarifas contra o Brasil.

Dylan Della Pasqua / Safras News

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