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RADAR DO DIA: Com agenda vazia, conflito no Oriente Médio e notícias corporativas ganham protagonismo

São Paulo, 21 de julho de 2026 – Em dia de agenda esvaziada, o mercado financeiro global mostra maior apetite ao risco. As bolsas sobem e o petróleo também. O conflito no Oriente Médio segue na pauta, assim com a expectativa com a divulgação de balanços de importantes Big Techs ao longo da semana.

No mercado doméstico, a tendência é de que os ativos sigam alinhados com o exterior. No final do dia, a Vale divulga seu relatório de produção e vendas, dando início à temporada de balanços aqui.

As forças dos Estados Unidos realizaram novos bombardeios contra alvos no sul do Irã durante a madrugada. Teerã respondeu com ataques contra instalações americanas no Bahrein, Kuwait e Jordânia, ampliando para a décima noite consecutiva a troca de ofensivas entre os dois países.

A escalada ocorre um dia após os houthis, aliados do Irã no Iêmen, anunciarem um bloqueio naval contra a Arábia Saudita, abrindo uma nova frente no conflito e elevando os riscos para o abastecimento global de energia e o comércio marítimo. Apesar da intensificação dos ataques, sinais de que Washington e Teerã ainda buscam retomar as negociações impediram uma disparada dos preços do petróleo.

Os investidores também voltaram suas atenções para a temporada de balanços corporativos, especialmente das grandes empresas de tecnologia, que deve testar a continuidade do forte movimento de valorização das ações ligadas à inteligência artificial.

O principal evento da semana para os investidores será a divulgação dos resultados trimestrais de empresas como Alphabet e Intel, que deverão fornecer indicações sobre os impactos do conflito geopolítico sobre os negócios e sobre a capacidade de o setor de inteligência artificial continuar sustentando avaliações elevadas.

O mercado também repercutiu o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa adicional de 50% sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos importados do Canadá, medida justificada pela Casa Branca como resposta ao tratamento considerado discriminatório dado aos produtos americanos.

Dylan Della Pasqua / Agência Safras

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