São Paulo, 18 de agosto de 2026 – O mercado acionário mundial abre com maior aversão ao risco nesta terça-feira. O foco está na situação complica no Oriente Médio, que renova os temores globais inflacionários. No Brasil, os ativos devem seguir o mau humor externo. Internamente, adiciona-se preocupações com o cenário político e com a situação fiscal.
Segundo a agência Dow Jones, investidores ampliaram as apostas de que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado por um período prolongado. Ao mesmo tempo, os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, intensificaram ataques contra embarcações na costa do Mar Vermelho, aproximando as tensões do estratégico Estreito de Bab al-Mandeb.
A perspectiva de preços de energia elevados por mais tempo aumentou as preocupações com a inflação e pressionou os mercados de renda fixa. Além das tensões no Oriente Médio, preocupações com os gastos públicos dos Estados Unidos contribuíram para o movimento.
Na agenda dos Estados Unidos, investidores acompanham nesta terça-feira a divulgação dos dados de produção industrial e de início de construção de moradias referentes a julho.
“Lá fora, petróleo continua sendo um fator relevante para a dinâmica dos mercados globais. Com a falta de visibilidade de um acordo entre EUA-Irã, a commodity avança, puxando as taxas das treasuries e afetando a performance dos ativos de risco. As moedas emergentes se depreciam frente ao dólar. Por aqui, mercados deverão acompanhar piora de humor internacional” resume a Ajax Asset, em boletim matinal.
Em Brasília, o president Lula agradeceu publicamente o presidente do Senado, Daví Alcolumbre, pela decisão de dar encaminhamento a 3 matérias da agenda prioritária, incluindo as PECs da escala 6×1, da Segurança Pública e o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
Dylan Della Pasqua / Agência Safras
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