Porto Alegre, 11 de setembro de 2026 – O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos teve alta de 0,4% em agosto, na comparação com julho. O número veio dentro do consenso do mercado, que era de +0,4%. Na comparação com agosto de 2025, o CPI teve elevação de 3,4%, também atingindo a expectativa do mercado.
O CPI sem alimentação e Energia subiu 0,3%, acima do esperado (0,2%). O núcleo do indicador teve alta de 2,4% sobre o ano anterior. O indicador para energia teve alta de 2,1% e o índice para alimentos subiu 0,1%. Os números foram divulgados há pouco pelo governo americano.
O dado tem implicações importantes para a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed) na próxima semana, diante das divergências entre os dirigentes sobre a necessidade de elevar novamente os juros. Na reunião de julho, três integrantes votaram por um aumento das taxas, enquanto outros indicaram posteriormente que poderiam apoiar uma elevação caso a inflação não apresentasse melhora.
Antes da divulgação do CPI desta sexta-feira, os contratos futuros de juros indicavam uma probabilidade de aproximadamente dois terços de que o Fed elevaria em 0,25 ponto percentual a faixa-alvo da taxa dos fed funds na próxima reunião.
Além dos preços da energia, outras fontes de pressão inflacionária vêm ganhando atenção. A rápida expansão dos investimentos em inteligência artificial (IA) provocou escassez de chips de memória e armazenamento, elevando os custos de alguns produtos eletrônicos destinados aos consumidores. A Apple, por exemplo, aumentou preços para compensar custos maiores, e o novo iPhone dobrável apresentado nesta semana tem preço inicial de US$ 1.999.
As tarifas comerciais também podem ter contribuído para as pressões sobre os preços em 2026. Algumas empresas, incluindo varejistas de vestuário, adiaram para este ano o repasse de custos mais elevados. As novas tarifas impostas sobre produtos canadenses também podem aumentar os preços de determinados itens nos próximos meses.
Outra fonte de preocupação é a persistência dos preços elevados dos combustíveis. Embora economistas frequentemente considerem choques temporários de energia como efeitos transitórios sobre a inflação, uma alta prolongada pode se espalhar para outros componentes da economia.
O preço médio do diesel atingiu o recorde de US$ 6,06 por galão nesta sexta-feira, ante US$ 3,71 um ano antes. O aumento encarece o transporte de mercadorias e parte desses custos pode ser repassada aos consumidores.
Uma das principais preocupações para o Fed é que a permanência da inflação em níveis elevados passe a afetar as expectativas de consumidores e empresas. Trabalhadores que esperam inflação persistentemente alta podem buscar reajustes salariais maiores, enquanto empresas podem antecipar aumentos de preços para compensar custos futuros.
As informações são da agência Dow Jones.
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