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PRÉVIA FED: Alta do petróleo e recentes indicadores apontam elevação de 0,25 ponto no juro básico americano

Porto Alegre, 14 de setembro de 2026 – Para a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), na sigla em inglês) desta semana, o mercado acredita que que a taxa básica deverá ser elevada em 0,25 ponto percentual. Assim, os juros devem passar da faixa entre 3,5% e 3,75% para 3,75% e 4% ao ano. O Comitê se reúne entre terça e quarta e a decisão será divulgada às 15h da quarta.

Na segunda-feira, 14 de setembro, a ferramenta FedWatch, do CME Group, indicava 88,5% de chance de elevação de 0,25 ponto no encontro da quarta-feira. A aposta de uma manutenção era de 11,5%.

Recentes indicadores mostrando mercado de trabalho resiliente e inflação em níveis elevados, a alta no preço do petróleo e o tom das recentes falas do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh compõem este quadro favorável à elevação das taxas básicas americanas.

“Neste momento, a única opção do Fed é agir”, disse Loren Moran, gestora de portfólio de renda fixa da Wellington Management, após o índice de preços ao consumidor subir para uma taxa anual de 3,4%. Isso está bem acima da meta de 2% do banco central. “Um dos maiores riscos teria sido um CPI mais fraco que deixasse o mercado naquele ‘momento descontrolado’ nos juros”, afirmou.

“Se tivermos um resultado que não seja uma alta, acho que isso simplesmente introduzirá volatilidade novamente”, disse Charlie Ripley, gestor sênior de portfólio da Allianz Investment Management. No entanto, se o Fed acabar elevando os juros em 50 ou 75 pontos-base neste ano, “isso não vai reduzir o preço do petróleo ou da gasolina”, afirmou.

“Temos várias altas precificadas”, disse Scott Pike, gestor sênior de portfólio da Income Research + Management. “Se você olhar historicamente, não esperaria que o Fed elevasse os juros apenas uma vez.”

O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, não gosta de fornecer qualquer orientação sobre a provável trajetória dos juros dos Estados Unidos, mas a inflação elevada, o petróleo a US$ 100 por barril e sua própria ênfase na necessidade de garantir a estabilidade de preços e prestar atenção aos sinais da precificação dos mercados financeiros parecem deixar poucas dúvidas sobre o que vem a seguir.

Uma decisão de elevar os juros, especialmente se acompanhada de projeções das autoridades para outra alta neste ano, como alguns analistas agora esperam, também poderia forçar Warsh a fornecer pelo menos alguma orientação sobre a trajetória dos juros e suas próprias expectativas para a economia  – a menos que se sinta confortável em deixar a porta totalmente aberta para novas altas.

“Warsh também precisará encontrar um equilíbrio delicado em seus comentários caso ainda pretenda não fornecer qualquer orientação futura”, escreveu Oscar Munoz, economista da TD Securities. “Se o Fed decidir apertar a política monetária, ele certamente será questionado sobre futuras altas dos juros. Para nós, está bastante claro que mais aperto estaria a caminho se o Fed optar pela alta em setembro. Será interessante observar como o presidente lidará com esse exercício de equilíbrio”.

Derek Holt, economista do Scotiabank, acredita que elevar os juros agora é a decisão errada, mas acha que isso acontecerá de qualquer maneira, dado o que Warsh disse. “O presidente Warsh provavelmente se colocou em uma situação difícil com sua grande deferência aos mercados”, disse Holt. “Se você não eleva os juros quando isso está precificado, então quando?”.

Economistas dizem que, com a maioria das autoridades do Fed provavelmente inclinada a seguir as preferências do ainda novo presidente do banco central, Warsh poderia reunir uma maioria em favor da manutenção dos juros. Mas, dadas as repetidas declarações do próprio Warsh de que a inflação é responsabilidade do Fed, a decepcionante leitura elevada da inflação em agosto e o recente sinal de Trump de que a guerra com o Irã – e, portanto, os preços elevados do petróleo – pode continuar por mais alguns meses, ele pode não querer fazer isso.

Com informações das agências Dow Jones e Reuters.

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