São Paulo, 15 de outubro de 2026 – Ainda absorvendo o resultado acima do esperado da inflação ao consumidor americana, divulgado ontem, o mercado financeiro global opera sem direcionamento. As bolsas tem comportamento misto, enquanto petróleo, dólar e juros recuam. No Brasil, a tendência é de mais um dia de ajustes, com o cenário eleitoral exigindo cautela dos investidores.
Em termos domésticos, no radar do mercado está a divulgação dos dados de agosto do varejo, que serão divulgados às 9h pelo IBGE. A projeção é de alta de 0,7% no mês e de 1,45% na comparação anual. Durante o dia, nova pesquisa da Datafolha deve ser divulgado e o mercado espera ver se a tendência de estreitamento na diferença entre o presidente Lula e Flávio Bolsonaro se confirma.
O Senado aprovou na noite da quarta-feira (14) o fim da escala 6×1, de seis dias de trabalho para um dia de repouso. A PEC foi aprovada em dois turnos, com a mesma votação em ambos: 75 votos favoráveis e apenas um contrário. A PEC vai à promulgação do presidente Lula, que aguarda colher ganhos eleitorais.
No exterior, o mercado ainda absorve o aumento no CPI de setembro, que colocou em dúvida a quase certeza de que o banco central americana manteria inalterada a taxa de juros básica na reunião de outubro. As apostas de aumento de 0,25 ponto aumentaram, mas a maior parte do mercado ainda prevê a manutenção.
Hoje, às 9h30, será divulgada a inflação ao produtor dos Estados Unidos em setembro. O mercado projeta aumento de 0,6% na comparação mensal e de 5,5% no ano.
Mais cedo, foram divulgados importantes dados sobre o desempenho da economia europeia. O Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido aumentou 0,1% em agosto em base mensal, ante a alta de 0,4% de julho e avanço de 0,4% em junho. O resultado veio acima do esperado pelo mercado, que previa um queda de 0,1% no PIB em base mensal. A produção industrial dos países que compõem a zona do euro recuou 0,5% em agosto ante julho e caiu 1,1% em comparação com agosto de 2025.
Dylan Della Pasqua / Agência Safras
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