Porto Alegre, 22 de outubro de 2026 – Os preços do petróleo dispararam nesta quinta-feira, atingindo o patamar mais alto em cinco meses, após ataques dos Houthis na Arábia Saudita despertarem preocupações sobre novas interrupções no fornecimento de energia a partir dessa importante região exportadora.
Esse movimento levou o Brent a um território tecnicamente “sobrecomprado” pela terceira vez em uma semana, colocando o contrato no caminho para registrar seu fechamento mais alto desde 4 de maio.
No fechamento, o brent para dezembro disparava 4%, a US$ 113,17 por barril na ICE. WTI para o mesmo mês sobe 2,39%, a US$ 99,47 por barril na Nymex.
A Saudi Aramco orientou seus funcionários a evacuarem sua sede em Dhahran, na região do Golfo, próxima ao Bahrein — informou a Reuters —, à medida que os combates entre o maior exportador de petróleo bruto do mundo e o grupo Houthi, do Iêmen, se intensificaram.
Os confrontos entre os Houthis e uma coalizão liderada pela Arábia Saudita — que apoia o governo do Iêmen reconhecido internacionalmente — têm se intensificado desde que o grupo, alinhado ao Irã, avançou em direção a Bab el-Mandeb, um ponto de estrangulamento para o transporte marítimo na entrada do Mar Vermelho.
“Relatos de que as exportações de petróleo bruto do Oriente Médio superaram os níveis anteriores ao conflito são mais do que compensados pelos ataques a navios no Estreito de Ormuz e pelas investidas dos Houthis contra a Arábia Saudita e sua infraestrutura petrolífera”, afirmou Tamas Varga, analista da PVM Oil.
Analistas do Morgan Stanley estimaram que as exportações de petróleo bruto do Oriente Médio ficaram em torno de 17 milhões de barris por dia na semana passada. Segundo a Kpler, as exportações da região registraram uma média de cerca de 18 milhões de barris por dia nos 12 meses anteriores ao início do conflito envolvendo o Irã.
Nos EUA, a refinadora Valero Energy registrou o maior lucro trimestral de sua história, superando as expectativas de Wall Street, uma vez que as interrupções causadas pelo conflito no Oriente Médio impulsionaram fortemente as margens de refino durante o terceiro trimestre. PELO MUNDO
A Rússia bombardeou Kiev com mísseis balísticos, enquanto a Ucrânia enviou centenas de drones em direção a Moscou durante a noite; ambos os lados mantiveram uma intensa troca de ataques, apesar dos esforços mais recentes dos EUA para encerrar o conflito.
A Rússia informou, na quarta-feira, que está pronta para retomar as negociações com a Ucrânia — mediadas pelos EUA — no próximo mês, após o presidente Vladimir Putin receber o enviado americano Steve Witkoff para conversas em São Petersburgo.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, expressou a expectativa de que as negociações — as primeiras desde fevereiro — ocorram no início de novembro.
Dados sobre energia dos EUA revelaram que, em 2025, a Rússia foi o terceiro maior produtor de petróleo bruto do mundo, atrás apenas dos EUA e da Arábia Saudita. As sanções, implementadas para restringir o acesso da energia russa aos mercados globais após a invasão da Ucrânia por Moscou, contribuíram para sustentar os preços do petróleo.
Qualquer acordo para encerrar a invasão russa da Ucrânia — iniciada em fevereiro de 2022 — poderia permitir que a Rússia aumentasse suas exportações.
Altos funcionários russos das áreas política e energética instaram a União Europeia, na quinta-feira, a reconsiderar seus planos de proibir a importação de gás natural liquefeito (GNL) russo, argumentando que os baixos níveis de armazenamento do bloco deixaram a Europa em uma situação precária.
Paralelamente, o Parlamento Europeu aprovou um adiamento de três anos na aplicação das normas da UE sobre emissões de metano em importações de petróleo e gás, após sofrer pressão de governos como os da França e dos EUA.
Na Líbia, uma válvula em um oleoduto que conecta os campos de petróleo de Hamada e Tahara ao porto de Zawiya foi fechada, resultando em uma redução na produção em ambos os campos, informou à Reuters, na quinta-feira, o chefe da Corporação Nacional de Petróleo (National Oil Corporation).
As informaçõespartem da Reuters.
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