São Paulo, 6 de fevereiro de 2026 – A expectativa é de estabilidade no ritmo de crescimento e de continuidade da desinflação, possibilitando redução nos juros básicos. No ano, projeta-se expansão de 2,3% para o PIB, refletindo desaceleração acentuada na atividade agropecuária após a safra recorde de 2025, compensada por maior expansão da indústria e dos serviços. A absorção doméstica tende a acelerar, ainda que parcialmente compensada por menor contribuição das exportações em um ambiente comercial global mais restritivo.
A previsão faz parte do Boletim Macrofiscal de fevereiro, divulgado pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.
Para a inflação medida pelo IPCA, espera-se redução para 3,6%. Segundo o boletim, os preços ainda devem se beneficiar com o excesso de oferta global de bens e combustíveis e com os efeitos defasados do enfraquecimento recente do dólar e da política monetária, ainda que sejam esperadas pressões moderadas para os preços de alimentos.
Em 2025, o menor ritmo de crescimento de setores cíclicos em 2025 contribuiu para reduzir a inflação medida pelo IPCA de 4,8% em 2024 para 4,3% no ano.
“A consolidação fiscal iniciada em 2024 reforça a expectativa de cumprimento da primeira meta superavitária em 2026, com perspectivas de continuidade dos esforços para a sustentabilidade fiscal, o fortalecimento do arcabouço fiscal e a estabilização do endividamento”, completa.
Dylan Della Pasqua / Safras News
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