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Brasilagro lucra R$ 2,5 milhões no segundo trimestre do ano-safra 2025/26, ante prejuízo um ano antes

São Paulo, 6 de fevereiro de 2026 – A Brasilagro, companhia focada no desenvolvimento e comercialização de terras e produção de grãos, cana-de-açúcar, algodão e gado, registrou lucro líquido de R$ 2,5 milhões no segundo trimestre do ano-safra 2025-2026, encerrado em dezembro, ante prejuízo de R$ 19,6 milhões no mesmo período do ano-safra 2024-2025. Os resultados foram divulgados após o fechamento de quinta-feira (5).

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (ebitda, na sigla em inglês) ajustado total somou R$ 6,995 milhões no período, 77% abaixo do período correspondente do ano anterior. Já a receita cresceu 25%, para R$ 191,058 milhões. O recuo no ebitda no segundo trimestre se deu, principalmente, em razão de perdas em canaviais do Estado de São Paulo, decorrentes de geadas, e no Maranhão.

No resultado acumulado dos seis primeiros meses do exercício, a companhia registrou prejuízo de R$ 61,8 milhões, ante resultado negativo de R$ 30,1 milhões no mesmo período do ano-safra anterior. O ebitda ajustado totalizou R$ 71,3 milhões, queda de 64% na comparação anual.

“Esse desempenho reflete, principalmente, a menor contribuição da cana-de-açúcar ao longo do semestre, parcialmente compensada pela evolução consistente das demais culturas e por decisões estratégicas de comercialização adotadas ao longo do ciclo”, comentou André Guillaumon, CEO da BrasilAgro, no relatório.

“O período foi marcado pelo encerramento das vendas dos estoques de grãos remanescentes da safra anterior, que haviam sido carregados de forma estratégica. Essa decisão permitiu a captura de melhores níveis de preço ao longo do semestre, contribuindo positivamente para a receita e evidenciando a flexibilidade do nosso modelo operacional e comercial em diferentes cenários de mercado”.

Nos seis primeiros meses do exercício, a receita líquida operacional totalizou R$ 494,0 milhões, crescimento de 3% em relação ao mesmo período do ano anterior, ainda que pressionada pela menor participação da cana-de-açúcar no mix. Excluindo essa cultura, o desempenho comercial foi robusto, com expansão relevante da receita e dos volumes vendidos, impulsionada principalmente pelas culturas de grãos e algodão.

Segundo o CEO, o resultado financeiro continuou impactando negativamente o desempenho consolidado do período, refletindo um ambiente macroeconômico mais desafiador, marcado por níveis elevados de juros e maior volatilidade cambial. Esse cenário resultou em aumento do custo da dívida e em ajustes de valor justo nos recebíveis por venda de fazendas, influenciados pela valorização do real e pela queda nos preços da soja. A empresa disse que “esses efeitos são pontuais e de natureza não caixa”.

Companhia revisa projeções para o ano-safra 2025-2026

A Brasilagro também divulgou o acompanhamento das estimativas das operações agrícolas para o ano-safra 2025-2026, em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite de quinta-feira (5).

Com a finalização do plantio de grãos, a prejeção de área total plantada recuou 2% em relação à estimativa inicial, para 169.858 hectares (ha). A projeção para o período era de 172.610 ha. Essa variação reflete, principalmente, a redução de área em soja e feijão safrinha, decorrente de ajustes estratégicos e orçamentários, disse a empresa.

A estimativa de produção por cultura caiu 1%, para 437.907 toneladas, ante projeção de 442.587 toneladas. “Com a revisão do mix de culturas e ajustes das áreas, a expectativa para a safra 2025/26 permanece positiva, apesar da irregularidade das chuvas no início do ciclo, que se estabilizaram ao longo do período e têm contribuído para bons níveis de produção”, disse a empresa.

Cana-de-açúcar

Em cana-de-açúcar, a companhia disse que encerrou a colheita da safra da cultura em novembro, com 1,7 milhão de toneladas de cana colhidas, registrando TCH de 67,55. Para a safra 2026 de cana, a companhia estima produzir 2,1 milhões de toneladas, com TCH de 79,51, refletindo a renovação do canavial e a normalização das condições produtivas.

O desempenho ficou abaixo do esperado, principalmente em função da idade avançada do canavial, que potencializou os efeitos das temperaturas elevadas na fase de formação da cultura e do déficit hídrico ao longo do desenvolvimento.

Adicionalmente, as geadas em Brotas (SP), a incidência de pragas no Mato Grosso e, em setembro, uma queimada que atingiu parte da Fazenda São José contribuíram para a redução da produtividade no período.

Pecuária

Em Pecuária, a companhia projeta um estoque de 11,6 mil cabeças de gado, distribuídas em 11.637 hectares de pastagens já ativas no Brasil e Paraguai.

Custo de produção

As estimativas de custo de produção (R$/ha) na safra 25/26 foram revisadas para baixo em soja (R$ 5.173, queda de 1%), feijão safrinha (R$ 2.490, recuo de 7%), algodão (R$ 11.888, queda de 3%) e cana-de-açúcar (R$ 11.082, queda de 6%).

Por sua vez, a empresa elevou as estimativas de custos de produção para milho (R$ 4.806, alta de 2%), milho safrinha (R$ 4.550, alta de 8%) e algodão safrinha + Pivot (R$ 16.125, alta de 5%).

A empresa ressalta que as estimativas são dados hipotéticos e não constituem promessa de desempenho.

Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)

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