A China afirmou que vai decidir “no momento oportuno” se ajustará contramedidas às tarifas impostas pelos EUA, afirmou um oficial do Ministério do Comércio nesta terça-feira. O movimento acontece após o presidente Donald Trump anunciar uma tarifa temporária de 15% sobre importações americanas de todos os países. Por outro lado, Pequim se opõe a medidas tarifárias unilaterais e cobra o cancelamento das tarifas existentes, além de evitar novas imposições. Além disso, diz estar disposta a consultas francas na sexta rodada de diálogos econômicos sino-americanos.
O anúncio de Trump veio após a Suprema Corte derrubar na sexta-feira tarifas globais impostas sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, da sigla em inglês), que incidiam 20% sobre bens chineses. Isso levou o presidente a invocar a Seção 122 da Lei de Comércio para uma tarifa inicial de 10%, elevada a 15% em postagem de Trump na rede social Truth Social. Outras tarifas sobre produtos chineses, sob as Seções 301 e 232, seguem vigentes. Tais taxas incidem em meio a retaliações passadas de Pequim com impostos sobre commodities agrícolas, energia e restrições a terras raras.
A trégua comercial de novembro suspendeu a maioria das contramedidas chinesas após acordo Trump com o presidente chinês Xi Jinping. A medida pode ser testada com a viagem do presidente americano à China de 31 de março a 2 de abril para negociações com Xi. A Casa Branca anunciouu a viagem logo antes da derrota judicial. Ano passado, Pequim retaliou a guerra tarifária de Trump com múltiplas rodadas de impostos, usando sua dominância em minerais críticos antes da pausa negociada.