Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, foi nomeado nesta segunda-feira novo líder supremo do Irã, e sucede seu pai, morto em ataques recentes. A escolha indica que os setores mais duros do regime continuam no poder e reduz as perspectivas de um fim rápido para a guerra no Oriente Médio. O anúncio aumentou a preocupação com uma crise energética global prolongada, provocando forte alta do petróleo e queda acentuada das bolsas internacionais.
Com 56 anos, Mojtaba é um clérigo xiita que construiu sua base de poder entre as forças de segurança e o amplo império econômico ligado a elas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já declarou que considera o novo líder inaceitável e voltou a exigir a rendição incondicional do Irã. O sistema político iraniano reagiu rapidamente à nomeação, com autoridades e instituições declarando lealdade ao novo líder supremo.
A escolha foi feita pela Assembleia dos Peritos, conselho de 88 clérigos responsável por selecionar o líder supremo. Embora o regime tenha demonstrado unidade pública, a sociedade iraniana permanece profundamente dividida. Parte da população chegou a comemorar a morte de Ali Khamenei após a repressão violenta a protestos antigovernamentais recentes, mas quase não houve manifestações desde o início dos bombardeios. A guerra também agravou a crise energética global.
O conflito praticamente paralisou o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, levando o preço do barril Brent a ultrapassar US$ 100. Enquanto Israel amplia ataques contra alvos no Irã e no Líbano, incluindo posições ligadas ao Hezbollah, os confrontos já deixaram mais de 1.300 civis mortos no Irã, além de vítimas em países vizinhos.
