A petrolífera britânica BP ampliou o prejuízo no quarto trimestre de 2025, que registrou US$ 3,422 bilhões, maior do que os US$ 1,959 bilhão registrado no mesmo período de 2024. Na mesma base de comparação, a receita total subiu 3,5%, para US$ 47,383 bilhões.
Em todo o ano de 2025, o lucro somou US$ 55 milhões, 85% menor do que no ano anterior, e as receitas foram de US$ 189,335 bilhões, praticamente estáveis ante os US$ 189,185 de 2024.
O lucro líquido subjacente, que desconsidera itens extraordinários, chegou a US$ 1,541 bilhão entre outubro e dezembro, 31,82% maior do que no mesmo trimestre do ano anterior. Segundo a empresa, o resultado reflete um impacto líquido adverso de itens de ajuste de US$ 4,3 bilhões (líquido de impostos) para derivar o lucro de custos de reposição (RC, da sigla em inglês) subjacente. Os itens de ajuste incluem impairments líquidos pós-impostos e impairments em entidades com contabilização pelo patrimônio de aproximadamente US$ 4 bilhões, principalmente relacionados aos nossos negócios de transição no segmento de gás e energia de baixo carbono.
Desempenho por segmentos
Gás e energia de baixo carbono: o lucro RC subjacente antes de juros e impostos para o quarto trimestre foi de US$ 1,4 bilhão, em comparação com US$ 1,5 bilhão no terceiro trimestre de 2025. O resultado subjacente do quarto trimestre antes de juros e impostos reflete realizações menores.
Produção e operações de petróleo: O lucro RC antes de juros e impostos para o quarto trimestre de 2025 foi de US$ 1,7 bilhão, em comparação com US$ 2,1 bilhões no trimestre anterior. A empresa explica que o resultado subjacente do quarto trimestre antes de juros e impostos reflete realizações menores, o impacto do mix de produção e uma menor participação no lucro líquido de entidades contabilizadas pelo método de equivalência patrimonial, parcialmente compensado por menores baixas de exploração.
Clientes e produtos: O lucro RC antes de juros e impostos para o quarto trimestre de 2025 foi de US$ 1,4 bilhão, em comparação com US$ 1,6 bilhão no trimestre anterior. Segundo a BP, margens de refino realizadas mais fortes foram compensadas pelos impactos de menores taxas de processamento como resultado de maior atividade de paradas programadas e pelo impacto temporário de capacidade reduzida após uma interrupção na refinaria de Whiting. A contribuição do trading de petróleo foi fraca.
Geração de caixa e endividamento
O fluxo de caixa foi de US$ 7,602 bilhões, 2,36% maior que no mesmo trimestre do ano anterior. A dívida líquida ficou em US$ 22,182 bilhões no quarto trimestre, 3,54% menor que no ano anterior, devido ao impacto dos recursos provenientes de desinvestimentos de cerca de US$ 3,6 bilhões, parcialmente compensados pelo pagamento diferido de US$ 600 milhões pela aquisição da BP Bunge Bioenergia.
Distribuição aos acionistas e perspectivas
O conselho da BP decidiu suspender as recompras de ações, alocar o excesso de caixa para fortalecer o balanço patrimonial e, consequentemente, a orientação para distribuições aos acionistas de cerca de 30-40% do fluxo de caixa operacional foi agora retirada. Já os dividendos pagos por ação serão de 8,32 centavos.
Além disso, a empresa reafirmou que vai perseguir uma dívida líquida entre US$ 14 e 18 bilhões até 2027.
A BP espera que a produção reportada de upstream fique estável no primeiro trimestre de 2026. Já para o ano todo de 2026, a petrolífera espera que a produção upstream reportada seja ligeiramente menor e que a produção upstream subjacente seja amplamente estável em comparação com 2025.