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Starmer diz a Xi que quer construir uma ‘relação sofisticada’ entre Reino Unido e China

O primeiro-ministro britânico Keir Starmer sinalizou uma reaproximação com a China ao se reunir com o presidente Xi Jinping em Pequim. Foi a primeira visita de um premiê britânico ao país desde 2018. Starmer afirmou querer construir uma relação ‘sofisticada’ com Pequim para fortalecer a segurança e a economia, reconhecendo ao mesmo tempo divergências em temas como espionagem e direitos humanos. Xi respondeu que as relações passaram por altos e baixos, mas que a China está pronta para desenvolver uma parceria de longo prazo com o Reino Unido.

A visita ocorre em meio a uma onda de diplomacia ocidental com a China, em um momento no qual aliados tradicionais dos EUA buscam reduzir riscos diante da imprevisibilidade do presidente Donald Trump. O interesse incliu também ameaças tarifárias e disputas geopolíticas. Starmer destacou avanços nas conversas comerciais, como a redução de tarifas sobre uísque britânico e a possível dispensa de vistos para cidadãos britânicos. A comitiva à China contou com mais de 50 líderes empresariais. O encontro teve tom cordial, com conversas sobre futebol e cultura, reforçando a tentativa de melhorar o clima bilateral.

Acordos e críticas

O premiê britânico também anunciou um acordo com a China para combater redes de tráfico de migrantes, com foco na interrupção do uso de motores chineses em pequenas embarcações usadas para atravessar o Canal da Mancha. Os dois países vão compartilhar inteligência e trabalhar com fabricantes para evitar que empresas legítimas sejam exploradas por organizações criminosas. A política de engajamento marca uma mudança em relação ao governo conservador anterior, que havia restringido investimentos chineses por preocupações de segurança nacional.

Apesar da aproximação, a visita gerou críticas internas. A oposição conservadora alertando para riscos de segurança e acusando a China de espionagem – acusações negadas por Pequim. Starmer afirmou ter discutido de forma “respeitosa” temas sensíveis, como o caso do magnata da mídia de Hong Kong Jimmy Lai, condenado por crimes de segurança nacional.

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