Porto Alegre, 15 de junho de 2026 – As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus elevaram de 5,11% para 5,30% a previsão para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026.
A previsão de inflação nos preços administrados – que são controlados por contrato ou pelo poder público – aumentou de 4,98% para 5,00%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu de 6,10% para 6,22%.
Para 2027, as instituições financeiras elevaram de 4,03% para 4,10% a previsão para a inflação medida pelo IPCA. A meta para a inflação no período é de 3,00%.
A previsão de inflação nos preços administrados em 2027 diminuiu de 3,84% para 3,81%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo IGP-M subiu de 4,00% para 4,04%.
As instituições elevaram de 1,91% para 1,96% a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. A projeção para 2027 ficou estável em 1,70%.
O BC estima que a economia brasileira crescerá 1,6% em 2026, segundo a edição mais recente do Relatório de Política Monetária (RPM), publicada em março.
A pesquisa Focus elevou de 13,50% para 13,75% a previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026. Atualmente, ela está em 14,50%, o que significa que o mercado espera um corte de 0,75 ponto porcentual (pp) até o final do ano. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2026 estava em 13,25%.
Para 2027, a estimativa para a taxa Selic subiu de 11,50% para 12,00%. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2026 estava em 11,25%.
A projeção para a taxa de câmbio em 2026 aumentou de R$ 5,15 para R$ 5,20 por dólar, enquanto a estimativa para 2026 subiu de R$ 5,20 para R$ 5,25 por dólar. Quatro semanas atrás, a previsão para 2026 era igual, mas a estimativa para 2026 era maior, de R$ 5,27.
Copyright 2026