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RADAR DO DIA: Ata do Copom e Assembleia Geral da ONU são destaques hoje

Porto Alegre, 22 de setembro de 2026 – O mercado inicia a terça-feira com as atenções voltadas para o início da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. No cenário interno, o mercado deve repercutir o resultado da ata do Copom, divulgada há pouco, com as apostas em torno de novos cortes da taxa Selic.

No cenário internacional, o petróleo opera novamente em queda, o traz um maior ânimo aos mercados, com o Brent abaixo de US$ 100,00, enquanto o aumento dos fluxos por Ormuz e rotas alternativas reduziu o temor de escassez. A expectativa da reunião de Trump com líderes do Golfo, em busca de avanços sobre a guerra e o Irã, também injeta otimismo no mercado, assim como a visita de Xi aos Estados Unidos, na quinta-feira.

De acordo com a BDM Online, ainda em Nova York, as atenções se voltam hoje para a Assembleia Geral da ONU, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abre os discursos, seguido de Donald Trump. Há uma expectativa de um encontro entre os dois líderes.

No cenário doméstico, com uma agenda mais esvaziada, o trade eleitoral segue no radar. Pesquisa divulgada ontem pela Quaest indicou empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no primeiro turno das eleições. Conforme a Quaest, Lula tem 37% das intenções de voto; Flávio, 33%; Cury, 6%; Renan, 3%; Caiado, 4% e Zema, 1%.

A mais recente ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nos dias 15 e 16 de setembro, foi divulgada hoje pelo Banco Central (BC). O Copom avalia que as evidências de transmissão da política monetária contracionista para a atividade econômica têm se acumulado gradualmente. Embora a política monetária esteja contribuindo de forma determinante para o processo de desinflação, a inflação permanece pressionada pela demanda, exigindo que a política monetária mantenha caráter restritivo.

Segundo o documento, choques de oferta têm exercido influência relevante tanto sobre a trajetória recente da inflação quanto sobre sua trajetória prospectiva. O Copom avalia que que não deve reagir aos efeitos primários de choques dessa natureza, mas que é necessário monitorar com atenção eventuais efeitos de segunda ordem, e reagir com firmeza caso esses efeitos se materializem.

Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião mostra uma moderação gradual da atividade econômica, principalmente em setores mais cíclicos, embora ainda em patamar resiliente e mercado de trabalho aquecido. Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e a média de medidas subjacentes desaceleraram, situando-se abaixo do limite superior do intervalo de tolerância, porém ainda acima da meta.

As expectativas de inflação para 2026 e 2027 apuradas pela pesquisa Focus permanecem em valores acima da meta, situando-se em 4,9% e 4,3%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o primeiro trimestre de 2028, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 3,2% no cenário de referência.

Arno Baasch – arno@safras.com.br (Agência Safras)

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