Porto Alegre, 21 de setembro de 2026 – As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus elevaram de 4,90% para 4,92% a previsão para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. A meta para a inflação no período é de 3,00%.
A previsão de inflação nos preços administrados – que são controlados por contrato ou pelo poder público – ficou estável em 4,61%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu de 4,54% para 4,73%.
Para 2027, as instituições financeiras mantiveram em 4,30% a previsão para a inflação medida pelo IPCA. A meta para a inflação no período é de 3,00%. A previsão de inflação nos preços administrados em 2027 ficou estável em 3,85%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo IGP-M manteve-se em 4,11%.
PIB
A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto em 2026 foi reduzida de 1,89% para 1,88%. A projeção para 2027 diminuiu de 1,45% para 1,43%. O BC estima que a economia brasileira crescerá 2% em 2026, segundo a edição mais recente do Relatório de Política Monetária (RPM), publicada em junho.
Selic
A pesquisa Focus reduziu de 13,75% para 13,50% a previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026. Atualmente, ela está em 14,00%, o que significa que o mercado espera uma redução de 0,50 ponto porcentual (pp) até o final do ano. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2026 estava em 13,75%. Para 2027, a estimativa para a taxa Selic manteve-se em 12,00%.
A projeção para a taxa de câmbio em 2026 ficou estável em R$ 5,20 por dólar, enquanto a estimativa para 2026 manteve-se em R$ 5,28 por dólar. Quatro semanas atrás, a previsão para 2026 era igual, mas a estimativa para 2027 era maior, de R$ 5,30.
Arno Baasch – arno@safras.com.br (Agência Safras)
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