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Banco da Inglaterra eleva juros para 4%, dentro do esperado pelo mercado

Porto Alegre, 5 de novembro de 2026 – O Banco da Inglaterra (BoE) elevou nesta quinta-feira sua taxa básica de juros de 3,75% para 4%, realizando o primeiro aumento desde que a guerra com o Irã provocou uma forte alta nos preços do petróleo. A autoridade monetária, no entanto, sinalizou que provavelmente não precisará agir de maneira tão agressiva no combate à inflação quanto muitos investidores esperavam. A taxa básica de juros estava em 3,75% desde dezembro.

Os preços do petróleo e do gás natural permanecem elevados desde o início do conflito, no final de fevereiro, embora tenham recuado após as eleições legislativas de meio de mandato realizadas na terça-feira nos Estados Unidos, que deram aos democratas o controle das duas casas do Congresso e aumentaram as expectativas de uma solução para o conflito no Oriente Médio.

Com a perspectiva de uma forte aceleração da inflação, os dirigentes do BoE identificaram um risco crescente de efeitos secundários sobre os preços, especialmente de um aumento das reivindicações salariais no início de 2027, em resposta à elevação das contas de aquecimento residencial.

Apesar disso, os integrantes do banco central sinalizaram que não esperam que os custos dos empréstimos atinjam os níveis projetados pelos investidores, indicando a possibilidade de apenas mais um aumento, que levaria a taxa básica para 4,25%. Antes da reunião, o BoE estimava que os investidores esperavam uma elevação dos juros para 5% até o final de 2027.

“O aumento de hoje não deve ser visto como o primeiro de uma longa sequência inevitável de elevações”, afirmou o presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey. “Mas, a menos que o conflito no Oriente Médio seja resolvido, também não parece provável que seja o último aumento.”

Segundo Bailey, a trajetória futura dos juros dependerá, em grande medida, dos efeitos do resultado das eleições norte-americanas sobre o conflito. Uma solução para a guerra antes do final deste ano poderia reduzir os preços da energia e permitir que a inflação britânica recuasse mais rapidamente do que o previsto anteriormente.

Embora nenhum integrante do Comitê de Política Monetária (MPC) tenha se oposto ao aumento dos juros, vários dirigentes demonstraram cautela em relação a novas elevações. “Um aperto monetário adicional depende da continuidade das pressões sobre os preços da energia, bem como de evidências de sua transmissão para os salários domésticos”, afirmou Alan Taylor, professor de economia da Universidade Columbia e integrante do MPC.

As informações são da agência Dow Jones.

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