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Produção industrial recua 0,8% em setembro ante agosto; previsão era de -0,2%

Porto Alegre, 5 de novembro de 2026 – Em setembro de 2026, a produção industrial nacional recuou 0,8% frente a agosto, permanecendo com o comportamento predominantemente negativo desde maio de 2026, período em que acumulou perda de 4,1%. O mercado previa queda mensal de 0,2%. Em relação a setembro de 2025, o total da indústria recuou 2,5% e intensificou as taxas negativas registradas em agosto (-1,2%) e julho de 2026 (-0,5%). Analistas previam queda anual de 1,7%.

Com isso, o setor industrial assinalou queda de 1,4% no terceiro trimestre, em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior, e manteve o movimento de redução no crescimento do acumulado no ano (0,4%), enquanto no acumulado dos últimos 12 meses, avançou 0,2%.

De agosto para setembro de 2026, três das quatro grandes categorias econômicas e 17 dos 25 ramos industriais pesquisados registraram queda na produção. Entre as atividades, as influências negativas mais importantes foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,2%) e produtos alimentícios (-1,7%), com a primeira intensificando a magnitude de perda registrada em agosto de 2026 (-0,5%); e a segunda interrompendo dois meses seguidos de expansão na produção, período em que acumulou crescimento de 1,7%.

Outros impactos negativos relevantes sobre o total da indústria vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,2%), máquinas e equipamentos (-2,1%), produtos de minerais não metálicos (-2,6%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-3,1%).

Por outro lado, entre as seis atividades que mostraram avanço em setembro de 2026, a de indústrias extrativas (1,7%) exerceu a principal influência positiva na média da indústria e interrompeu quatro meses consecutivos de taxas negativas, período em que acumulou recuo de 4,5%. Vale destacar também as contribuições positivas registradas pelos setores de produtos químicos (1,7%) e de produtos do fumo (20,3%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com agosto deste ano, bens de capital (-1,9%) foi a que apontou a queda mais elevada em setembro de 2026 e intensificou a perda que já tinha sido verificada em agosto (-0,1%). Os setores produtores de bens de consumo semi e não duráveis (-1,2%) e de bens intermediários (-0,7%) também assinalaram taxas negativas neste mês, com o primeiro acumulando perda de 2,9% em dois meses consecutivos de recuo na produção; e o segundo marcando o quinto mês seguido de queda, período em que acumulou redução de 3,5%. Por outro lado, o segmento de bens de consumo duráveis (0,7%) mostrou o único resultado positivo em setembro de 2026 e eliminou parte do recuo de 1,3% verificado no mês anterior.

As informações são do IBGE.

Revisão: Rodrigo Ramos – rodrigo@safras.com.br (Agência Safras)

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