A Coreia do Sul correu para tranquilizar os Estados Unidos nesta terça-feira, após o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar elevar tarifas sobre automóveis e outros produtos sul-coreanos. Trump alega que há atrasos na implementação de um acordo comercial firmado no ano passado. O presidente dos EUA acusou o Parlamento sul-coreano de não cumprir sua parte no pacto, que previa grandes investimentos da Coreia do Sul nos EUA em troca de cortes tarifários.
O acordo, fechado em princípio em julho de 2025, previa investimentos sul-coreanos de US$ 350 bilhões nos Estados Unido. Deste valor, US$ 200 bilhões seriam pagos em dinheiro de forma escalonada, para evitar pressão excessiva sobre o won (a moeda do país). Autoridades em Seul afirmaram que a ameaça tarifária pegou o governo de surpresa e ocorre em um momento delicado. O motivo são as preocupações com a estabilidade cambial e financeira, já que a moeda sul-coreana se encontra em níveis historicamente fracos.
Trump anunciou que as tarifas sobre automóveis, madeira, produtos farmacêuticos e outros itens subiriam de 15% para 25%, sem indicar quando a medida entraria em vigor. O governo sul-coreano disse continuar comprometido com o acordo e convocou reuniões de emergência. Além disso, afirmou que vai planejar o envio de autoridades comerciais a Washington para negociar. Parlamentares afirmaram que projetos de lei necessários para viabilizar os investimentos estão em tramitação e podem ser aprovados já em fevereiro.