Porto Alegre, 30 de setembro de 2026 – A quarta-feira começa com mais do mesmo: impasse entre Estados Unidos e Irã, que traz volatilidade ao petróleo. Há pouco, a commodity subia mais de 1% em Londres e em Nova York, o que mostra que a recuperação dos fluxos no Oriente Médio segue uma incógnita.
Nos Estados Unidos, o futuro dos juros continua no radar. Novos ajustes para cima provavelmente serão necessários para garantir que a inflação retorne à meta em tempo hábil. Hoje, o principal destaque é a divulgação da terceira estimativa do PIB (Produto Interno Bruto) referente ao segundo trimestre.
Ontem, o alívio do petróleo não foi suficiente para evitar as perdas em Nova York nem novas máximas nos juros dos Treasuries, com o T-bond de 30 anos chegando a superar 5,6%, no maior nível desde 2002.
As taxas só se afastaram dos picos após o discurso do presidente do Fed de Nova York, John Williams. Destoando do tom mais duro das últimas comunicações, afirmou que, se a economia evoluir de forma consistente com seu cenário-base, uma nova alta dos juros pode ser apropriada mais adiante neste ano.
Por aqui, o cenário eleitoral domina as atenções. A melhora do presidente Lula nas pesquisas tem deteriorado o humor do mercado, com o dólar operando acima de R$ 5,20. O temor é de uma vitória do candidato petista ainda no primeiro turno.
A Atlas/Bloomberg mostrou o presidente Lula com 45,3% contra 42,2% de Flávio no primeiro turno. Na simulação do segundo turno, os dois estão numericamente empatados, com 47,7% para o candidato do PL e 47,6% para o petista.
Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras
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