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RADAR DO DIA: CPI nos EUA, serviços no Brasil e resultado do BB na pauta da quarta

São Paulo, 12 de agosto de 2026 – O mercado financeiro global iniciou o dia com movimentos contidos, em compasso de espera. Todas as atenções se voltam para o CPI de julho nos Estados Unidos, que será divulgado às 9h30. O conflito no Oriente Médio segue no radar, com os recentes ataques colocando ainda mais incerteza sobre a situação na região e a possibilidade de retomada do tráfego no Estreito de Ormuz.

No Brasil, os investidores aguardam os dados do setor de serviços em junho, que serão liberados às 9h. O mercado ainda tenta assimilar a bateria de informações de ontem: o IPCA e a ata dura do Copom. O cenário político ajudou a estressar o mercado.

Segundo a BDM Online, o gatilho para colocar a eleição definitivamente na pauta veio do JPMorgan, que reduziu a recomendação para os ativos brasileiros de overweight (compra) para neutra, avisando que prefere ficar à margem da volatilidade esperada para os próximos meses.

O banco argumentou que o ciclo de flexibilização monetária está perto do fim, enquanto a economia desacelera e o crédito se deteriora. Sua expectativa é de apenas mais um corte de 0,25 ponto da Selic em setembro, seguido por uma longa pausa até o segundo trimestre de 2027. Para os analistas do JPMorgan, a eleição presidencial acrescenta outra camada de incerteza.

Somadas às análises do JPMorgan, vieram pesquisas indicando uma vantagem maior do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o candidato da oposição, Flávio Bolsonaro. Os cenários aumentam a preocupação com a questão fiscal.

Mais cedo, a Agência Internacional de Energia (IEA) revisou para baixo sua projeção para a demanda mundial por petróleo em 2026, diante da continuidade dos conflitos no Oriente Médio, das interrupções em importantes rotas marítimas e da alta dos preços dos combustíveis.

A agência agora prevê que o consumo global de petróleo cairá 1,6 milhão de barris por dia neste ano, ante estimativa anterior de retração de 1 milhão de barris por dia. No terceiro trimestre, a demanda deve diminuir 2,8 milhões de barris por dia, após queda de 4,9 milhões no segundo trimestre, antes de voltar a crescer nos últimos três meses do ano.

Apesar da desaceleração no ritmo de contração da demanda, as persistentes interrupções no fornecimento estão apertando o equilíbrio do mercado. A IEA estima déficit global de 1,8 milhão de barris por dia no terceiro trimestre, mais que o dobro da projeção anterior, de aproximadamente 800 mil barris por dia.

No campo corporativo, as atenções dos investidores seguem voltadas para a continuidade da temporada de balanços. O destaque de hoje fica para os resultados do Banco do Brasil.

Dylan Della Pasqua / Agência Safras

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