São Paulo, 20 de julho de 2026 – Após a sexta de forte aversão ao risco, o mercado financeiro global esboça recuperação, o que deve se estender às negociações domésticas. Destaque para a reversão dos ganhos iniciais do petróleo, após sinais de que as negociações poderão ser retomadas no Oriente Médio. Na agenda de indicadores, o relatório Focus trouxe poucas surpresas. No radar ainda, as movimentações do governo para responder ao tarifaço imposto pelo governo Trump a produtos brasileiros.
As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus reduziram de 5,16% para 5,15% a previsão para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. Para 2027, as instituições financeiras mantiveram em 4,20% a previsão para a inflação medida pelo IPCA. A meta para a inflação no período é de 3,00%.
As instituições mantiveram em 1,99% a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. A projeção para 2027 ficou estável em 1,65%.
A pesquisa Focus manteve em 14,00% a previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026. Atualmente, ela está em 14,25%, o que significa que o mercado espera um corte de 0,25 ponto porcentual (pp) até o final do ano. Para 2027, a estimativa para a taxa Selic manteve-se em 12,00%.
A projeção para a taxa de câmbio em 2026 ficou estável em R$ 5,20 por dólar, enquanto a estimativa para 2026 manteve-se em R$ 5,28 por dólar. Quatro semanas atrás, a previsão para 2026 era igual, mas a estimativa para 2026 era menor, de R$ 5,27.
Dylan Della Pasqua / Agência Safras
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