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RADAR DO DIA: Menor aversão ao risco no exterior; No Brasil, foco nas eleições

São Paulo, 19 de outubro de 2026 – O mercado financeiro global iniciou a semana com menor aversão ao risco, o que deve ter impacto positivo nos ativos locais. Com agenda de indicadores esvaziada, a atenção dos investidores locais deverá seguir atenta ao cenário político, na última semana antes do segundo turno.

No exterior, as ações de tecnologia garantem a recuperação inicial nos índices futuros em Wall Street. A baixa do petróleo também adiciona bom humor às primeiras negociações da semana, após o presidente americano ter diminuído parcialmente as sanções à Rússia.

O mercado também avalia dados positivo sobre o desempenho da economia chinesa. O PIB da China subiu 4,5% no terceiro trimestre de 2026 em base anual, e subiu 1,2% em base trimestral, segundo dados divulgados ontem à noite pelo Departamento de Estatísticas. Os números vieram um pouco acima da previsão do mercado, que era de alta de 4,4%.

A produção industrial da China subiu 5,5% em setembro em base anual, segundo dados divulgados pelo Departamento de Estatísticas do País. A previsão era de alta de 5,4% em base anual. Em base mensal, o crescimento foi de 0,3 ponto percentual.

No Brasil, pesquisas divulgadas nessa manhã indicam vitória de Flávio Bolsonaro, mas a diferença segue apertada. Ontem, houve o primeiro debate entre o presidente Luiz Inácio da Silva e Flávio Bolsonaro. O mercado acompanha se houve algum vencedor e se isso impactará os números da pesquisa. O debate eleitoral deve trazer volatilidade nos próximos dias.

O Indice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 1,76% em outubro. No mês de setembro, a taxa havia sido de 1,47%. Com este resultado, o índice acumula alta de 4,79% no ano e de 5,02% em 12 meses. Em outubro de 2025, o IGP-10 havia subido 0,08% e acumulava alta de 1,60% em 12 meses. As informações são da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Focus

As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus mantiveram em 5,22% a previsão para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. Para 2027, as instituições financeiras elevaram de 4,30% para 4,32% a previsão para a inflação medida pelo IPCA.

As instituições reduziram de 1,85% para 1,83% a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. A projeção para 2027 diminuiu de 1,40% para 1,32%.

A pesquisa manteve em 13,25% a previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026. Atualmente, ela está em 13,75%, o que significa que o mercado espera um corte de 0,50 ponto porcentual (pp) até o final do ano. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2026 estava em 13,50%. Para 2027, a estimativa para a taxa Selic manteve-se em 12,00%.

A projeção para a taxa de câmbio em 2026 diminuiu de R$ 5,15 para R$ 5,13 por dólar, enquanto a estimativa para 2026 caiu de R$ 5,26 para R$ 5,22 por dólar. Há quatro semanas, a previsão para 2026 era de R$ 5,20, enquanto a previsão para 2026 estava em R$ 5,28.

Dylan Della Pasqua / Agência Safras

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