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RADAR DO DIA: Mercados repercutem decisões de juros e acordo Irã-EUA

São Paulo, 18 de junho de 2026 – Dois assuntos tomam conta do mercado financeiro global nesta manhã: o acordo entre Irã e Estados Unidos e as decisões de política monetária. Aqui no Brasil, os investidores também repercutem a decisão de ontem do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre o futuro da Selic.

O petróleo cai diante dos sinais positivos em relação ao conflito no Oriente Médio. Os futuros acionários e os títulos americanos caem, corrigindo parte dos ganhos de ontem pós decisão do Fed.

A aversão ao risco aumentou após a decisão do Fed, devido à percepção de que o próximo movimento do banco poderá ser uma elevação dos juros. A avaliação ganhou força após a primeira coletiva do novo presidente da instituição, Kevin Warsh, e a divulgação das projeções atualizadas dos dirigentes do banco central.

Após a decisão, as apostas do mercado em manutenção dos juros até o fim do ano recuaram para 15,7%, ante 40% na terça-feira, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group.

Ao mesmo tempo, a probabilidade de uma alta de 25 pontos-base até dezembro subiu para quase 38%, enquanto a chance de um aumento de 50 pontos-base alcançou aproximadamente 33%.

O Banco da Inglaterra (BoE) decidiu manter a taxa básica de juros em 3,75% ao ano, preservando os custos de financiamento da economia britânica enquanto os bancos centrais globais avaliam os impactos do possível encerramento do conflito entre Estados Unidos e Irã. Sete membros do BoE votaram pela manutenção e dois pela elevação.

No Brasil, o Copom cortou a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual para 14,25% ao ano. A decisão foi unânime e dentro do esperado pela maioria do mercado. Segundo o comunicado do BC, nesse momento, as projeções de inflação apresentam distanciamento adicional em relação à meta no horizonte relevante para a política monetária. “Ao mesmo tempo, a incerteza acerca dessas projeções permanece mais elevada que o usual, em função da falta de clareza sobre a trajetória dos condicionantes dos modelos de projeção analisados”.

Dylan Della Pasqua / Safras News

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