São Paulo, 22 de junho de 2026 – As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus elevaram de 5,30% para 5,33% a previsão para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. A meta para a inflação no período é de 3,00%.
A previsão de inflação nos preços administrados – que são controlados por contrato ou pelo poder público – ficou estável em 5,00%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu de 6,22% para 6,15%.
Para 2027, as instituições financeiras elevaram de 4,10% para 4,15% a previsão para a inflação medida pelo IPCA. A meta para a inflação no período é de 3,00%.
A previsão de inflação nos preços administrados em 2027 aumentou de 3,81% para 3,85%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo IGP-M subiu de 4,04% para 4,08%.
As instituições elevaram de 1,96% para 1,98% a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. A projeção para 2027 ficou estável em 1,70%.
O BC estima que a economia brasileira crescerá 1,6% em 2026, segundo a edição mais recente do Relatório de Política Monetária (RPM), publicada em março.
A pesquisa elevou de 13,75% para 14,00% a previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026. Atualmente, ela está em 14,25%, o que significa que o mercado espera um corte de 0,25 ponto porcentual (pp) até o final do ano. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2026 estava em 13,25%.
Para 2027, a estimativa para a taxa Selic manteve-se em 12,00%. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2026 estava em 11,25%.
A projeção para a taxa de câmbio em 2026 ficou estável em R$ 5,20 por dólar, enquanto a estimativa para 2026 subiu de R$ 5,25 para R$ 5,27 por dólar. Há quatro semanas, a previsão para 2026 era de R$ 5,17, enquanto a previsão para 2026 estava em R$ 5,26.
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