English

Español

English

Español

Dólar

Euro

Dólar

Euro

No horizonte relevante (1o tri de 2028), projeção de inflação é de 3,2% – RPM

     Porto Alegre, 24 de setembro de 2026 – No horizonte relevante para a política monetária, quarto trimestre de 2027, a projeção de inflação é 3,9%. A projeção faz parte do Relatório de Política Monetária (RPM) de setembro, divulgado pelo Banco Central (BC). Já no horizonte relevante para a política monetária, primeiro trimestre de 2028, a projeção é uma inflação de 3,2%.

     Segundo o documento, os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, permanecem mais elevados que o usual, com assimetria altista.

     Conforme o documento, a expectativas de inflação desancoradas por mais tempo; inflação de serviços mais resiliente em função da atividade econômica aquecida; políticas econômicas, externas ou internas, com impacto inflacionário; e estímulos ao aumento do consumo podem dificultar o controle da inflação.

     ” Por outro lado, uma redução mais forte do crescimento econômico doméstico; incertezas no cenário global que podem desacelerar a atividade econômica; e uma redução no preço das commodities poderiam ajudar a reduzir a inflação no Brasil”, completa o relatório.

     A inflação acumulada em doze meses passou de 4,7% em maio para 4,2% em agosto. Parte dessa queda reflete um desconto temporário na tarifa de energia elétrica residencial, destaca o BC.

     “Mas a inflação deve subir nos próximos meses até o fim do ano, com um ritmo maior de aumento dos preços de alimentos”, aponta. A expectativa dos analistas econômicos para a inflação de 2026 diminuiu e está em 4,9%. As expectativas para 2027 e 2028 subiram e estão em 4,3% e 3,8%, respectivamente. Para 2029, a expectativa continuou em 3,5%. Mesmo diminuindo a cada ano, essas expectativas continuam acima da meta de inflação de 3%.

PIB

     O Banco Central (BC) reduziu de 2,0% para 1,8% a previsão de alta do PIB em 2026, na edição de setembro do Relatório de Política Monetária (RPM), enquanto a estimativa inicial para 2027 é de 1,4%.

      No segundo trimestre, o PIB brasileiro cresceu 0,5%, menos do que a alta de 1,1% no primeiro trimestre.

     Segundo o documento, essa desaceleração da economia brasileira foi bastante disseminada, abrangendo indústria, serviços, consumo e investimentos.

     Mas o mercado de trabalho continuou aquecido, com a taxa de desemprego permanecendo no menor nível histórico.

     “A desaceleração da economia deve continuar neste ano e no próximo. Após altas de 3,4% em 2024 e de 2,3% em 2025, o PIB deve crescer 1,8% em 2026 e 1,4% em 2027”, destaca o documento.

     Sara Lane – sara.silva@safras.com.br (Agência Safras)

Copyright 2026

Compartilhe
Rolar para cima