São Paulo, 28 de julho de 2026 – O comportamento do mercado financeiro global tem sido pautado pelo arrefecimento da tensão no Oriente Médio e pelas expectativas em torno da decisão de amanhã sobre a política monetária nos Estados Unidos. Internamente, as atenções se voltam, hoje, para a divulgação de logo mais do IPCA-15 e dos dados de produção e vendas da Petrobras, no final do dia.
A queda nas ações do fabricantes de semicondutores, em meio a preocupações com o avanço da concorrência chinesa e com os elevados investimentos necessários para sustentar o crescimento da inteligência artificial, estão pressionando as bolsas de valores, com exceção da Europa. O aumento das apostas em uma alta de juros pelo Federal Reserve já nesta semana também reduziu o apetite por risco.
No caso do petróleo, a redução nas tensões no Oriente Médio mantém os contratos no território negativo. Na segunda-feira, o presidente Donald Trump afirmou que Washington mantém “boas conversas” com Teerã e que existe a possibilidade de um acordo, depois da suspensão da campanha de ataques aéreos americanos contra o Irã no último sábado.
O alívio no mercado de petróleo levou o rendimento dos títulos do Tesouro americano de dez anos a recuar cerca de 4 pontos-base, para 4,64%, embora as taxas de curto prazo tenham permanecido praticamente inalteradas. Os mercados continuam atribuindo cerca de 35% de probabilidade a uma alta de 25 pontos-base na reunião do Federal Reserve desta quarta-feira. Cresce a expectativa, no entanto, de que, mesmo mantendo os juros, o Fed sinalize uma elevação já em setembro.
O Brasil formalizou uma contestação na OMC contra as tarifas de 25% e 12,5% impostas pelos EUA, argumentando que as medidas violam regras do comércio internacional. “Embora o movimento reforce a estratégia diplomática brasileira e sinalize resistência às restrições americanas, o potencial de efeitos concretos no curto prazo é considerado reduzido diante das limitações atuais do sistema de resolução de disputas da organização”, aponta a Ativa Investimentos, em boletim matinal.
Em relação ao IPCA-15, a Ativa aposta em alta de 0,22%. “Trata-se da última leitura de inflação antes da próxima decisão do Copom que acontecerá na próxima quarta-feira, dia 5 de agosto”, completa.
Dylan Della Pasqua / Agência Safras
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