Porto Alegre, 6 de agosto de 2026 – A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,067 bilhões em julho, com alta de 1% na comparação com julho de 2025. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, da Indústria, Comércio e Serviços.
No período, as exportações cresceram 6,2% e somaram US$ 34,12 bilhões. As importações cresceram 7,6% e totalizaram US$ 27,05 bilhões. A corrente de comércio aumentou 6,8%, alcançando US$ 61,17 bilhões.
No acumulado Janeiro/Julho 2026, em comparação a igual período do ano anterior, as exportações cresceram 10,5% e somaram US$ 218,55 bilhões. As importações cresceram 5,5% e totalizaram US$ 169,51 bilhões. Como consequência destes resultados, a balança comercial apresentou superávit de US$ 49,04 bilhões , com crescimento de 31,9%, e a corrente de comércio registrou aumento de 8,2%, atingindo US$ 388,06 bilhões.
Exportações
Em Julho/2026, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 9,3% em Agropecuária, que somou US$ 7,82 bilhões; crescimento de 10,8% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 8,23 bilhões e, por fim, crescimento de 2,4% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 17,83 bilhões. A combinação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.
A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos ( 29,9%), Soja (17,4%) e Algodão em bruto ( 27,2%) na Agropecuária; Outros minerais em bruto (55,5%), Outros minérios e concentrados dos metais de base (101,5%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( 23,8%) na Indústria Extrativa ; Celulose ( 30,8%), Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) ( 63,0%) e Gorduras e óleos vegetais, “soft”, bruto, refinado ou fracionado (149,5%) na Indústria de Transformação.
Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos registraram diminuição nas vendas: Milho não moído, exceto milho doce (-14,9%), Café não torrado (-21,8%) e Especiarias (-21,3%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados ( -7,9%), Minérios de cobre e seus concentrados ( -1,3%) e Minérios de metais preciosos e seus concentrados ( -46,4%) na Indústria Extrativa ; Açúcares e melaços (-30,1%), Veículos automóveis de passageiros (-29,3%) e Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-33,4%) na Indústria de Transformação.
No acumulado Janeiro/Julho 2026, em comparação com igual período do ano anterior, os resultados por setores foram os seguintes: crescimento de 9,2% em Agropecuária, que somou US$ 50,48 bilhões; crescimento de 21,3% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 54,35 bilhões e, por fim, crescimento de 6,3% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 112,50 bilhões. A associação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.
Esta conjuntura de crescimento nas exportações foi influenciada pelo crescimento das vendas nos seguintes produtos: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (67,8%), Soja (15,3%) e Algodão em bruto (13,6%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados (2,8%), Minérios de cobre e seus concentrados (64,8%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (26,9%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (30,1%), Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (32,2%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) (63,6%) na Indústria de Transformação.
Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Trigo e centeio, não moídos (-31,3%), Café não torrado (-17,8%) e Sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras (-14,2%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (-7,4%), Minérios de alumínio e seus concentrados (-21%) e Gás natural, liquefeito ou não (-97%) na Indústria Extrativa ; Sucos de frutas ou de vegetais (-35,4%), Açúcares e melaços (-26,3%) e Alumina (óxido de alumínio), exceto corindo artificial (-35,6%) na Indústria de Transformação.
Importações
Em Julho/2026, o desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: queda de -4,1% em Agropecuária, que somou US$ 0,48 bilhões; crescimento de 31,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 1,32 bilhões e, por fim, crescimento de 6,9% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 25,09 bilhões. A combinação destes resultados motivou ao aumento das importações.
O movimento de crescimento nas importações foi influenciado pela ampliação das compras dos seguintes produtos: Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado ( 16,7%), Trigo e centeio, não moídos ( 7,6%) e Produtos hortícolas, frescos ou refrigerados ( 51,9%) na Agropecuária; Outros minérios e concentrados dos metais de base ( 97,5%), Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( 36,3%) e Gás natural, liquefeito ou não ( 26,6%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) ( 31,4%), Medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários ( 44,1%) e Máquinas de processamento automático de dados e suas unidades, para registrar dados, leitores magnéticos ou óticos (216,7%) na Indústria de Transformação.
Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (-9,3%), Soja (-49,9%) e Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-36,7%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (-24,6%), Pedra, areia e cascalho ( -6,9%) e Linhita e turfa (-30,8%) na Indústria Extrativa ; Inseticidas, rodenticidas, fungicidas, herbicidas, reguladores de crescimento para plantas, desinfetantes e semelhantes (-12,2%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-76,9%) e Plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (-88,0%) na Indústria de Transformação.
No acumulado Janeiro/Julho 2026, quando comparado com o mesmo período do ano anterior, os resultados por setores foram os seguintes: queda de -14,7% em Agropecuária, que somou US$ 3,19 bilhões; expansão de 3,3% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 7,21 bilhões e crescimento de 6,1% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 158,00 bilhões. A combinação destes resultados levou ao aumento do total das importações.
Esta conjuntura de crescimento nas importações foi influenciada pelo crescimento das compras dos seguintes produtos: Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (13,7%), Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (5,6%) e Soja (32,8%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados (66.076,7%), Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (13,9%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (4,9%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (22,3%), Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (28,3%) e Veículos automóveis de passageiros (82,6%) na Indústria de Transformação.
Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Trigo e centeio, não moídos (-22%), Cacau em bruto ou torrado (-68,7%) e Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-31,7%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (-9%), Outros minerais em bruto (-10,4%) e Gás natural, liquefeito ou não (-11,6%) na Indústria Extrativa ; Inseticidas, rodenticidas, fungicidas, herbicidas, reguladores de crescimento para plantas, desinfetantes e semelhantes (-13%), Produtos laminados planos, de ligas de aço (-53,5%) e Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-72,6%) na Indústria de Transformação.
Dylan Della Pasqua / Agência Safras
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